Compondo uma canção, parte I

A menos que o leitor queira compor música atonal  basear-se-á em acordes. O formato mais simples que vamos abordar é o de uma canção com acompanhamento à guitarra. Assim é possível compor algo e executá-lo sem recorrer a mais ninguém.

O primeiro passo será, obviamente, ter uma guitarra. Para afiná-la olharemos para a seguinte imagem:

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A mais aguda (e mais fina) das cordas é a 1ª e a mais grave (e grossa) é a 6ª. A cada uma das cordas corresponde uma letra. Cada letra corresponde a uma nota musical sendo que: C = Dó; D = Ré; E = Mi; F = Fá; G = Sol; A = Lá; B = Si. Isto quer dizer que, da 6ª para a 1ª, as notas das cordas são: Mi, Lá, Ré, Sol, Si, Mi.

http://www.gieson.com/Library/projects/utilities/tuner/ pode ser usado para afinar o instrumento. Alternativamente pode-se afinar a guitarra através da afinação relativa. Se pressionarmos o 5º espaço de uma corda e a tocarmos, a nota que soa deverá ser igual à nota da corda seguinte mais aguda. Por exemplo: se, na 5ª corda de uma guitarra afinada, pressionarmos o 5º espaço e tocarmos a corda, a nota que soa é um Ré (D) que é a nota da 4ª corda. A única exceção é a 3ª corda onde para atingir a nota da 2ª corda deve-se pressionar o 4º espaço e não o 5º. (isto é visível na imagem)

Agora que temos a nossa guitarra afinada temos que começar a tomar decisões. Comecemos por escolher se o modo da canção é maior ou menor. O modo afeta principalmente o carácter da peça: pode-se dizer que o modo maior é mais “alegre”, “brincalhão”, “descontraído” e o modo menor é mais “sério”, “triste” etc. Seguem dois bons exemplos: “Hey Jude” (originalmente em modo maior) e uma versão em modo menor.

Depois de escolhido o nosso modo devemos escolher a tonalidade. Provavelmente já ouviram falar num “concerto para violino em Dó maior” ou “Tocata e fuga em Ré menor”. Tirando o que não nos interessa deste segundo exemplo ficamos com “ré menor”. Quer isto dizer que estamos a ouvir algo em modo menor e que a tónica (isto é, o tom de repouso) é ré e portanto o primeiro acorde da nossa música será, muito provavelmente, o mesmo que o último: ré m[enor].

Uma vez que os acordes mais difíceis de tocar inicialmente são os acordes com barra (como o acorde de Fá M[aior]) vamos escolher como tonalidade Sol M (G major). Assim os acordes mais importantes da tonalidade não têm barra.

O melhor a fazer para saber se a música que estamos a compor soa bem é tocá-la. Para tal será necessário saber os acordes mais simples. Por ordem decrescente de importância para a nossa tonalidade estão: G, D7, C, Em, Am, Bm e F#dim sendo que os dois últimos, especialmente o último, são de pouca importância e os três primeiros são indispensáveis.

(Continua…)

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