Fora de moda

A música erudita contemporânea é consideravelmente menos divulgada do que outra música mais antiga (p. ex. do século XVIII e XIX). Evitando qualquer juízo de valor, a verdade é que qualquer pessoa já ouviu falar em Mozart ou Beethoven, e provavelmente até também de Vivaldi, Bach ou Chopin, por exemplo. Também há grande probabilidade de se lembrarem do tema de obras mais divulgadas como Eine Kleine Nachtmusik de Mozart, a e sinfonias de Beethoven ou a Primavera de Vivaldi.

À primeira vista parece-nos difícil perceber como de tais obras, algumas que perduram há quase 300 anos, se pôde chegar aos vários estilos contemporâneos como o serialismo. Muita da música do século XX (especialmente a partir da segunda metade) é extremamente abstrata e de difícil compreensão. A busca constante da originalidade força os compositores a seguirem certos caminhos…

No entanto outros estilos coexistem com o serialismo sendo possivelmente o minimalismo o mais difundido. Este estilo tem como características, basicamente, um uso mínimo de recursos tanto a nível de melodia e harmonia como de instrumentação. Os motivos são tocados várias vezes e a sua alteração é lenta criando inevitavelmente uma música repetitiva.

De entre os vários compositores que escreveram (e escrevem) obras minimalistas ou inspiradas nesse estilo, gostaria de destacar Arvo Pärt. Este compositor estónio é conhecido pela sua técnica composicional (tintinnabuli) e as suas obras são influenciadas pelo seu estudo do canto Gregoriano.

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Uma resposta a Fora de moda

  1. Lostio diz:

    Minimalismo tem uma definitiva beleza na sua simplicidade, é um estilo que considero fantástico para nos realmente deixar levar e flutuar nas notas e melodias das obras em questão. Desde que (ou)vi Koyaanisqatsi que me apaixonei por Philip Glass, e a partir daí começou a minha admiração pelo minimalismo.

    Não creio que seja fácil criar uma obra que realmente capture o ouvinte e o consiga tocar com as características deste estilo, já que “obriga” a usar poucos instrumentos e poucas alterações à composição melódica que está na base da obra. Por isso mesmo creio que seja de se louvar qualquer aplicação bem-sucedida deste estilo, porque consegue tanto com tão pouco.

    Gostei imenso da exposição que o artigo faz a este tipo de estilos mais injustamente desconhecidos, e fiquei igualmente encantado com as obras de Arvo Pärt aqui apresentadas. Gostaria apenas de reforçar o destaque breve feito a Philip Glass, porque creio que é também um verdadeiro senhor nesta área.

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